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Amor, simplesmente amor, uma reflexão

“O apego diz: eu te amo, por isso eu quero que você me faça feliz. E o amor genuíno diz: eu te amo, por isso quero que você seja feliz.”

Jetsunma Tenzin Palmo


A primeira vez que escutei sobre amor genuíno achei tão complexo e complicado que pensei ser melhor não me aprofundar em seu conceito, na verdade escolhi não saber seu real significado.


Com o passar do tempo senti extrema necessidade de saber o que era esse amor ao ouvir “Não faça de seu amor um show grandioso, apenas ame”, meu mundo caiu, eu não sabia amar.


No começo fiquei bem incomodada, inconformada, porque sou uma pessoa carinhosa, que se preocupa com as pessoas, adoro ajudar mesmo sem ter a ajuda que julgo merecer, mas constatar que eu não sabia amar foi complicado.


Eu precisava de sair da minha zona de conforto, desconfiada, comecei a observar minha forma de amar: filhos, marido, familiares, amigos e também pessoas desconhecidas que merecem a minha atenção. Percebi que mentalmente, para eu ter certeza que era amada e que amava, eu precisava de aprovação, de comprovação, eu precisava de um acontecimento que despertasse o amor.


Pesquisando, gostei muito da simplicidade da explicação da Monja Coen, sobre a diferença entre o amor e o apego. Então, descobri que o meu amar era um sentimento egoísta e de certa forma desestruturado.


O apego é egoísta, desperta a raiva quando não correspondido da maneira que esperamos, da maneira que imaginamos que deva ser.


Então se alguém me amar diferente do que eu espero, eu desconsidero, eu desaprovo, eu sofro e faço sofrer. Eu queria dominar o sentimento do outro por mim, moldar o amor e por tanto não me deixava ser amada.


Por outro lado, queria amar desde que houvesse reciprocidade, e da forma que eu esperava. Difícil para mim aceitar qualquer relação unilateral, difícil me doar ao outro se ele não corresponde exatamente do jeito que eu desejo. Percebi que meu amor era, acho que muitas vezes ainda é, egoísta centrado somente no meu querer.


O amor puro, genuíno, é verdadeiro na sua simplicidade. É preocupar-se com o outro, é o respeito por seus desejos e comportamentos, é saber deixar ir e vir. O amor é uma conexão com o outro, e não um poder sobre o outro. Hoje entendo como sendo um desejo puro e simples que as pessoas que me rodeiam sejam felizes, e aprender a observar com alegria o seu bem-estar como também sendo o meu, se você está feliz eu também estou.


Não é preciso muito para amar, mas é preciso coragem para admitir que não sabe como amar e assim poder trabalhar o autoconhecimento em busca de melhor relacionamento com as pessoas que nos rodeiam.


O amor incondicional é aquele que quer o bem do outro, independente do seu “eu” individual”

Monja Coen


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TatianaFernandesCoach - tv.fernandes@uol.com.br 

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